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Políticas curriculares: impactos na pesquisa e nas práticas docentes

V Colóquio Brasileiro Educação
na Sociedade Contemporânea

24a27
de outubro de 2016


CAMPUS DA UFCG CAMPINA GRANDE-PB

O Colóquio

O Colóquio Brasileiro Educação na Sociedade Contemporânea (COBESC) é um evento bienal de amplitude nacional, promovido pela Unidade Acadêmica de Educação, da Universidade Federal de Campina Grande. Os objetivos deste evento estão delineados em dois principais focos:

  • congregar a participação de estudantes de graduação e pós-graduação, professores da educação básica e do ensino superior, pesquisadores da área e demais interessados em socializar e discutir trabalhos de natureza científica;
  • fortalecer espaços de discussão e reflexão acerca de questões que envolvem a formação e o fazer docente, articulando ensino, pesquisa e processos sociais.

Nesses oito anos de realização do COBESC, muitos temas importantes vêm sendo debatidos, de modo a contribuir para uma formação docente crítica e reflexiva.

No período de 24 a 27 de outubro de 2016 será realizada a 5ª edição do evento, cujo tema é “Políticas curriculares: impactos na pesquisa e nas práticas docentes”. A escolha do referido tema é justificada pelos argumentos apresentados a seguir.

Diante dos dilemas e desafios que permeiam o campo educativo, as disputas em torno de concepções, políticas, dinâmicas e projetos de educação se traduzem em propostas curriculares que suscitam debates, polêmicas, discussões e exigem de nós um conhecimento profundo destas questões, para tomar um posicionamento claro e coerente sobre as mesmas.

No contexto das políticas educacionais em curso no nosso país, a produção curricular, expressa em leis, normas, modelos, práticas pedagógicas, orientações, grades, livros didáticos, instrumentos de avaliação, entre outros mecanismos e dispositivos discursivos, traduz concepções de currículos que configuram relações de poder.

Nesse sentido, as políticas curriculares no contexto das reformas educacionais de cunho neoliberal, em curso no país desde os anos de 1990, representam uma via preferencial e eficaz à implantação de projetos educativos diretamente vinculados aos interesses de grupos sociais hegemônicos. Assim, percebe-se que o currículo e suas traduções, longe de serem neutros e inocentes, constituem-se em mecanismos de reprodução da estrutura social. Nessa direção, a proposta oficial de currículo, definida e reafirmada principalmente pelas políticas de avaliação em larga escala, induz à produção de práticas docentes, na maioria das vezes, pouco condizentes com a realidade das escolas públicas e pouco compromissadas com sua efetiva melhoria, reforçando uma cultura meritocrática, de responsabilização dos sujeitos por seu sucesso ou fracasso.

No contexto atual, isso se traduz em algumas propostas muito polêmicas que batem a nossa porta, como a definição de uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que prevê a padronização de parte do currículo da educação básica. Nesse sentido, muitas das reformas educacionais passam a demandar mudanças no currículo, o qual não se restringe somente às diretrizes oficiais, nem aos conteúdos trabalhados, mas incide especialmente nas práticas e subjetividades docentes, na produção de sujeitos cada vez mais adequados às demandas da sociedade de mercado.

Outro debate imprescindível tem a ver com a operacionalização de tais mudanças curriculares e que afeta a formação de professores, por meio da definição de Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial e continuada de professores (Resolução CP CNE nº 2, de 1º de julho de 2015), mostrando que as modificações no currículo da educação básica passam por uma mudança também na formação de seus formadores.

Desse modo, o currículo e a formação são entendidos como campos estratégicos e privilegiados de intervenção, nos quais as reformas atuais incidem fortemente, modificando as práticas e prioridades no interior das escolas, alterando dinâmicas e relações de poder, criando novas identidades docentes, impactando também no andamento das pesquisas e na produção científica na área. Isso exige de nós um olhar crítico e esclarecido, no sentido de construir propostas coerentes com a realidade e com as necessidades de nossas escolas.

Urge, portanto, o aprofundamento dos debates sobre estas questões candentes no campo educativo atual. É nesse sentido que o V COBESC, reafirmado seu propósito de ampliar os espaços de discussão e de interação entre universidade, escola e comunidade, propõe esse desafio de realizar um amplo e rico debate de ideias, que reúna profissionais e instituições de diferentes regiões do Brasil, no sentido de suscitar um posicionamento crítico e coerente da comunidade acadêmica, de modo que esta se comprometa com a luta e com a construção de propostas e projetos alternativos.

Objetivos


Geral

  • Promover a discussão e a articulação de estudantes, professore(a)s em formação, docentes, pesquisadore(a)s e demais interessado(a)s em torno do tema das políticas curriculares e seus impactos nas pesquisas e nas práticas docentes dos diferentes níveis educativos.

Específicos

  • Propiciar a professore(a)s em formação e docentes da educação básica e superior espaços de reflexão e questionamento das políticas curriculares vigentes, por meio da socialização dos resultados de pesquisa e de estudos sobre o tema.
  • Difundir a produção de conhecimentos científicos em torno das políticas curriculares, contribuindo para a formação continuada do(a)s profissionais da educação;
  • Ampliar as oportunidades para que jovens pesquisadore(a)s se familiarizem com os debates travados sobre a temática das políticas curriculares e seus impactos nas pesquisas e nas práticas docentes;